O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH) e da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), publicou na última quinta-feira (26) o Edital de Credenciamento nº CDHU 002/2026 para empresas interessadas em integrar o programa Novas Centralidades, uma das principais estratégias de requalificação urbana do Estado. A iniciativa convida o setor privado a apresentar propostas para o desenvolvimento de áreas com projetos multissetoriais integrados, tendo a habitação como eixo estruturador. O prazo para envio das propostas vai de 26 de fevereiro a 6 de maio de 2026. Confira aqui o edital.
Com investimento estimado em R$ 4,3 bilhões apenas para a construção de unidades habitacionais, o programa prevê a implantação de 23 mil moradias em 14 áreas distribuídas por 10 municípios das regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Jundiaí. A proposta articula desenvolvimento urbano e mobilidade, priorizando empreendimentos no entorno de estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), do Metrô de São Paulo e ao longo do eixo do futuro Trem Intercidades, promovendo bairros mais conectados, inclusivos e próximos das oportunidades de trabalho e serviços.
As propostas deverão indicar uma ou mais áreas com potencial urbanístico suficiente para viabilizar empreendimentos compatíveis com o número de unidades habitacionais estabelecido para cada lote, conforme as diretrizes técnicas previstas no edital. Não serão aceitas propostas parciais.
As 23 mil unidades previstas serão destinadas a famílias público-alvo da política habitacional do Estado, com atendimento distribuído por faixas de renda familiar mensal bruta: 25% para famílias em situação de vulnerabilidade social; 25% para renda de até dois salários mínimos; 25% para renda entre mais de um e três salários mínimos; 15% para renda entre três e quatro pisos salariais; e 10% para renda entre quatro e seis pisos salariais.
Entre as referências técnicas apresentadas no edital estão projetos como o Lajeado K, na zona leste da capital, que prevê cerca de 1.500 unidades habitacionais integradas a uma nova estação ferroviária, terminal de ônibus, áreas de comércio e serviços e espaços públicos de lazer; e o Santos AE, no entorno do futuro túnel de ligação entre Santos e Guarujá, com a implantação de 1.769 moradias, áreas comerciais, edifício institucional e espaços públicos ajardinados.
Além de ampliar a oferta de moradias bem localizadas, o programa pretende promover a ocupação qualificada de áreas estratégicas, com a implantação de infraestrutura urbana, recuperação ambiental, ampliação de áreas verdes, construção de equipamentos públicos e requalificação de imóveis existentes. A iniciativa também está alinhada ao Programa SuperAção de combate à pobreza do Estado de São Paulo, integrando políticas públicas voltadas à inclusão social e à geração de oportunidades econômicas.
Localização das Novas Centralidades
As 14 áreas estão distribuídas por Campinas (2 mil unidades), Valinhos (1 mil), Vinhedo (1 mil), Louveira (1 mil), Jundiaí (2 mil), Franco da Rocha (2 mil), Barueri/Carapicuíba – Santa Terezinha (2 mil), Perus (1,5 mil), Jurubatuba (1,5 mil), Varginha (2 mil), Mauá (2 mil), Pantanal – União de Vila Nova (2 mil), Piqueri (1,5 mil) e Santa Marina (1,5 mil).
Os projetos estão localizados no entorno de estações da CPTM, do Metrô e do Trem Intercidades (TIC), garantindo conexão direta com a rede de mobilidade metropolitana e antecipando a ocupação qualificada de áreas estratégicas.